CONSELHO DOS DETETIVES DO BRASIL
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Diário Oficial da União de 14/08/1987
25 ANOS SELECIONANDO OS MELHORES

NOTA DE REPÚDIO

Há 25 anos estamos lutando em beneficio das garantias constitucionais que protegem o exercício da profissão de Detetive Particular, que pela má vontade do Congresso Nacional e pelo desinteresse do Governo Federal, continuamos proscritos das legislações e nenhum sinal aparente nos dá uma se quer, pálida esperança em termos o nosso Conselho definitivamente reconhecido para poder amparar a profissão com um poder de polícia à exemplo do que acontece com os demais Conselhos das profissões regulamentadas.
Apesar de tudo, somos o primeiro Conselho dos Detetives do Brasil, fundado nesse pais, e que vem funcionando regularmente e sem interrupção há vinte e quatro anos, devidamente amparado pela Constituição Federal, no seu Art. 8. Incisos I, II e III.
Em que pese todo esse esforço e dedicação, temos visto a olhos assombrados, a infindável picaretagem que é praticada por pseudos detetives particulares que por não se alinharem com os critérios e requisitos exigidos para se associar ao CDB, tratam logo de criar pelo Brasil à fora,  vários "supostos Conselhos", Sindicatos, Associações, Federações e tantas outras invencionices que somente tem servido para enganar os incautos. Sim os incautos, porque o verdadeiro detetive, não se deixará enganar.
Dessa forma, vão proliferando essas "entidades", lideradas por elementos nem sempre condizentes com as qualidades profissionais, éticas e morais, e vão nomeando pelas cidades e Estados, representantes que lhes dão um ilusório respaldo e, por conseguinte auxiliam nas enganações que não param de crescer à olhos vistos, inclusive pelo Orkut e Internet de modo geral.
Mas, somente no CDB, o cliente encontrará detetives com curso superior e ou com o 2. Grau completo, enquanto que nas demais "entidades", a maioria é acolhida sem critério de idoneidade e de escolaridade, muitos dos quais, semi-analfabetos, e seus antecedentes desconhecidos ou não sindicados.
Trata-se da classe mais desunida e 90% dos que se intitulam Detetives Particulares, não tem a formação escolar adequada e muito menos, a habilitação profissional inerente às técnicas e conhecimentos indispensáveis, muitas vezes desconhecendo a prática do segredo e a responsabilidade com o sigilo da vida alheia.
Dai que, alertamos aos detetives conscientes e verdadeiramente responsáveis, que repudiamos essa nefanda proliferação de associações que, ao contrário do que impõe pensar, não congrega o profissional, mas desagrega por inteiro uma aspiração e uma constante luta pela real união da classe para fortalecer a profissão e ao profissional, já desacreditado e desrespeitado face a essa desunião reinante entre os colegas.
Recentemente, a Polícia Civil de São Paulo, prendeu nada mais do que vinte e três pseudos detetives particulares envolvidos numa organização criminosa que praticava grampos telefônicos, violação da privacidade fiscal e bancária, e também, espionavam as atividades da Polícia para suprir bandidos com informações privilegiadas, fato que foi largamente divulgado pela imprensa e televisão. Isso, dá uma amostra indelével do nível gravíssimo do que afronta os profissionais sérios da investigação privada e que são constantemente difamados pelo comportamento nada ortodoxo desses marginais.
Lembrem-se, que no site do Ministério do Trabalho, há um bom espaço dedicado a orientar as Prostitutas, Gays, Lésbicas e Simpatizantes, no trato com a sua atividade promíscua, estimulando uma prática imoral como se fosse um trabalho honrado a ser prestado à sociedade. O MST, armado, invade propriedades produtivas, destroem pesquisas científicas, matam, desrespeitam a Lei e as ordens judiciais, e continuam impunes e recebendo polpudas verbas do governo federal. Se quer tem CNPJ ou registro social. Mas, sobre o Detetive Particular há sim, descaso, desrespeito e desconsideração pelo profissional da investigação privada, cujo, vive sendo admoestado constantemente pelas autoridades policiais e judiciárias, e não se lhes podem tirar a razão.
A culpa de tudo isso, é o descaso do governo e o desinteresse do próprio detetive particular, que ao invés de se unir e trabalhar em prol de uma entidade forte e de um futuro promissor, se põe a dividir em facções espúrias enfraquecendo dia a dia o nosso bom nome e as garantias constitucionais.

 



Det. Walmir F. Battu.'.
Presidente Federativo do CDB